quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nicaragua declarada território livre de minas pessoais

Manágua, 19 jun (Prensa Latina) 

Com a destruição a mais de dois milhões de artefatos explosivos, o governo da Nicarágua deu por concluído o Programa Nacional de Desminação e declarou o país território livre de minas pessoais.

  Tal proeza tem sido difícil, pois o país esperou 21 anos para libertar-se desse flagelo, que deixou mais de mil pessoas lesadas e quase uma centena de mortos, disse o presidente Daniel Ortega.

O país ficou semeado de minas depois da guerra desatada contra a Revolução Sandinista na década dos anos 80 com o aval dos Estados Unidos.

Em 1989, quando a confrontação armada passava para o diálogo e já se tinham assumido certos compromissos pelas partes beligerantes, o governo sandinista começou por sua conta o trabalho de desminação do território nacional, precisou o presidente.

Só em 1996 começou a colaboração internacional nessa esfera, na que desde então participaram mais de trinta países e organizações, entre cooperantes e contribuintes, tinha dito pouco antes o general Julio César Avilés, chefe do Exército.

Segundo Avilés, o Programa Nacional de Desminação executado durante esses 21 anos concluiu com a destruição de 179 mil e 970 minas e se despejaron mil e 29 lugares minados, entre eles, 70 pontes importantes, 378 torres de alta tensão, duas pistas aéreas, sete centrais hidroeléctricas e subestações, seis transmissoras de comunicações e 33 áreas cercadas por minas em povoados.

Assim mesmo, os escavadores do Exército limparam minas a 313 quilômetros da fronteira com Honduras e outras 96 a sul, que a separa de Costa Rica.

Ao todo, foram desminados 74 municípios localizados em 11 estados e nas duas regiões autônomas caribenhas, o que permitiu que 12 mil quilômetros quadrados do território nacional fossem incorporados aos trabalhos produtivos.

Isto é um contribuição à estabilidade e à segurança da população nicaraguense e de toda América Central, afirmou Daniel Ortega.

Durante o ato de conclusão do programa de desminação, prestou-se homenagem aos 44 soldados escavadores feridos e aos seis mortos no cumprimento desse trabalho, e aos mil 234 civis lesionados e os 87 mortos como consequência dos explosivos remanecentes do confronto bélico.


Comentário: Seria este o fim das tragédias da guerra? Aí está a prova que para um país se recuperar totalmente de uma guerra pode demorar decadas e comlocar o risco toda sua população por tempo indeterminado.

Arielle Duarte Alves

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