Barroso disse que Kallas receberá apoio do Comissário de Competição e Ajuda Estatal, Joaquin Almunia, e do Comissário de Assuntos Monetários, Olli Rehn.
Uma porta-voz para a presidência espanhola da UE disse que a Espanha vai presidir uma reunião por videoconferência na segunda-feira de ministros de Transportes europeus para discutir a crise e possíveis medidas de resposta.
Prejuízos milionários
Somados às dificuldades enfrentadas por milhares de pessoas estão prejuízos milionários provocados pela nuvem vulcânica. Além dos voos europeus, a grande maioria dos voos transatlânticos - apenas 55 de 337 viagens previstas foram realizadas - também está sendo cancelada, bem como os voos da China para a Europa.
Em cidades como Bangcoc e Cingapura, cujos aeroportos são muito usados como escalas para voos da Ásia para a Europa, as informações são de que a ocupação dos hoteis está próxima de sua capacidade máxima.
A estimativa é que o caos aéreo esteja provocado prejuízos de cerca de US$ 200 milhões (cerca de R$ 350 milhões) por dia às companhias aéreas. Para os passageiros ilhados, a conta pode incluir despesas imprevistas com diárias de hotel, extensão de seguros de viagem, médicos e com alimentação, entre outros.
Voos cancelados
O caos no transporte aéreo na Europa continua sem prazo para acabar. Milhares de passageiros permanecem aguardando voos que vêm sendo cancelados há quatro dias, desde o início da erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, que lançou uma nuvem de partículas vulcânicas na atmosfera.
Cerca de 20 mil voos foram ou serão cancelados hoje na Europa, informou a Eurocontrol, a agência responsável pela segurança nos céus do continente. A agência indicou que, dos aproximadamente 24 mil voos previstos só poderão decolar quatro mil.
A maioria dos aeroportos internacionais europeus continua inoperante e 18 países - entre eles Grã-Bretanha, Alemanha, Suécia, Holanda e Bélgica - permanecem com o espaço aéreo totalmente fechado e 9 operam com restrições, enquanto a nuvem vulcânica não se dissipa.
A Eurocontrol confirmou que estão total ou parcialmente fechados os espaços aéreos europeus: Áustria, Bélgica, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, grande parte da França e Alemanha, Hungria, Irlanda, norte da Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Romênia, Sérvia, Eslovênia, norte da Espanha, Suécia, Suíça, Ucrânia e Reino Unido.
No sábado, cerca de 17 mil voos, três quartos dos voos previstos, foram cancelados. A proibição de voos na Grã-Bretanha foi estendida até as 19h deste domingo (15h, no horário de Brasília). Os aeroportos do norte da França e da Itália devem permanecer fechados até segunda-feira.
Na Alemanha e na Holanda, as companhias aéreas Lufthansa e KLM realizaram voos de teste e estudam as aeronaves para detectar qualquer problema que possa ter sido provocado pelas partículas vulcânicas.
Segundo o glaciologista britânico Matthew Roberts, que trabalha no serviço de meteorologia da Islândia, o vulcão islandês já está produzindo menos cinzas.
"Entretanto, ainda há cinzas vulcânicas na atmosfera e um efeito retardado entre a emissão do material pelo vulcão e as cinzas flutuando para o espaço aéreo europeu", afirmou.
Além disso, meteorologistas afirmam que as condições meteorológicas continuam não colaborando para dissipar a nuvem de cinzas vulcânicas.
De acordo com Brian Golding, chefe de pesquisa de previsão da Agência Meteorológica Britânica (Met Office), ela deve permanecer sobre o país "durante vários dias".
"Precisamos de uma mudança na direção dos ventos que permaneça assim durante vários dias. E não há qualquer sinal disso no futuro imediato", disse Golding.
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/18/ue+vai+avaliar+impacto+economico+de+nuvem+de+cinzas+9461937.html
Priscila Menegaci


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